Autoconhecimento e preparação: mandando (muito) bem em uma entrevista de emprego

Autoconhecimento e preparação: mandando (muito) bem em uma entrevista de emprego

Autoconhecimento e preparação: mandando (muito) bem em uma entrevista de emprego

Está procurando emprego ou pensando em mudar o rumo da sua carreira? Então você já percebeu que o mercado está cada vez mais exigente em relação às qualificações, não é? E não é apenas a formação acadêmica ou a experiência profissional que tem feito um bom candidato, outros fatores são levados em consideração e, em alguns casos, são determinantes na contratação de um profissional.

Muitas pessoas ainda se prendem à noção ultrapassada de que trabalhar é “um mal necessário”, principalmente para pagar as nossas contas. Mas será mesmo que não é possível unir o útil ao agradável? Fazer o que gosta e ainda ter uma renda por meio disso? E se a nossa missão, visão e nossos valores forem capazes de nos colocar em contato com pessoas ou com empresas baseadas em um propósito comum? Seria bem melhor, não é?

E é exatamente por esse motivo que é tão importante ser você mesmo em uma entrevista de emprego.  Quando iniciam um recrutamento, o que as empresas procuram vai muito além do que está escrito no seu currículo. É claro que ter um currículo todo bonitão, bem estruturado e bem escrito ajuda muito, mas ainda não é o suficiente para ser aprovado em um processo seletivo. A entrevista é o momento certo de vender o seu produto: você mesmo!

Mas, afinal, como enfrentar e mandar muito bem em uma entrevista de emprego?

O primeiro passo é investir em autoconhecimento. Assim como as empresas, todos nós também temos um propósito de vida, visão e valores. Conhecer bem quais são os seus, quem é você e quais são seus planos futuros podem fazer com que você se destaque. Alguma habilidade técnica todos nós temos ou conseguimos desenvolver, mas aquilo que nos diferencia das outras pessoas acaba sendo mais importante no momento da contratação.

Também, saber se comunicar é essencial em qualquer tipo de atividade. Nesse caso, os recrutadores sempre buscam pessoas que saibam se expressar, que falem de maneira articulada e escrevem com clareza e sem erros. Ah! Algo importante: saber ouvir faz parte da comunicação, e você também será avaliado por isso. Logo, atente-se ao que e de que forma o recrutador fala, evite distrações e nunca interrompa alguém que está falando.

A entrevista é o momento de contar sua trajetória profissional, pessoal e acadêmica. Ao invés de simplesmente listar as empresas onde já trabalhou, cursos que fez e as atividades que desenvolveu de maneira sucinta e com pouca emoção, tente fazer isso de uma maneira mais interessante e com um toque diferenciado. Mostre quais foram seus maiores aprendizados e tenha exemplos na manga para utilizá-los sempre que for conveniente, cuidado com exageros, mas ilustrar um ponto positivo com exemplos do seu comportamento ao invés de apenas trazer adjetivos que não dizem nada (por exemplo, sou perfeccionista!), é exatamente o que o recrutador precisa para te avaliar.

Além do autoconhecimento, conheça e pesquise a empresa e a vaga para qual se candidatou. Não precisa fazer um discurso enorme, robótico e todo decorado sobre isso, principalmente porque a pessoa que está te entrevistando obviamente conhece mais da empresa do que você. Mas é sempre interessante mostrar como e por que você quer fazer parte dessa história, além de mostrar que você se preparou e te dar mais repertório no momento de responder “por que você quer trabalhar aqui?” ou “por que devo te contratar?”.

Já reparou que a maioria dos processos seletivos hoje em dia envolvem algum tipo de teste? Sabe por quê? Os recrutadores querem saber como você se sai resolvendo problemas. Isso inclui raciocínio lógico, habilidades técnicas, criatividade e a sua própria experiência. Para estar preparado, leia e releia a descrição da oportunidade e, novamente, pesquise sobre a empresa, assim você consegue prever os possíveis problemas que enfrentaria e pode começar a pensar em possíveis soluções. Não precisa tentar adivinhar o problema exato que o recrutador irá propor e nem se preocupar tanto com isso, pois somente com essa mínima preparação você já estará treinando a “arte” da solução de problemas e com certeza se sentirá muito mais seguro e menos ansioso na hora do vamos ver.

Um item que não é novidade nenhuma, mas ainda é muito avaliado e extremamente exigido em processos seletivos é o trabalho em equipe, principalmente pelo fato de que as companhias são feitas de muitas pessoas trabalhando juntas com objetivos em comum. É preciso ter sintonia! Comunicar-se bem com as pessoas no seu trabalho, tratar todo mundo com respeito e profissionalismo, mesmo se não estiver empregado, vale para a vida. Sempre que puder, ofereça ajuda para quem está precisando – não custa nada e ainda te fará bem. E, mais importante, treine e avalie a sua capacidade de encontrar soluções ao invés de apontar os problemas, isso faz uma grande diferença.

Após uma entrevista, é o momento de refletir se a identidade daquela organização e tudo o que você pode observar e ouvir nessas poucas horas combina com a sua identidade e se tem algo para agregar ao seu planejamento. A entrevista não é só o momento da empresa te conhecer, mas também o momento de você conhecer a empresa e decidir se realmente é aquele lugar que você quer trabalhar.

A entrevista que você considerou incrível é seguida por um silêncio enorme? Não perca o foco e muito menos a esperança. Os prazos para contratação podem ser estranhos, orçamentos são congelados, e o RH pode trabalhar com inúmeras vagas e imprevistos ao mesmo tempo. Então, persista! Estamos aqui torcendo por você e prontos para ajudar a desenvolver todo o seu potencial, para que você garanta o autoconhecimento, prepare-se para qualquer processo seletivo, tome as melhores decisões de carreira, buscando o que realmente faça sentido em sua trajetória!

Eline Roque
Analista de Carreiras - DeVry | Metrocamp

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