Networking: qual o limite entre oportunidade e oportunismo?

Networking: qual o limite entre oportunidade e oportunismo?

Networking: oportunidade ou oportunismo

Uma das coisas que gosto de fazer é ir a eventos em geral e, como resultado desse hobbie, conheço pessoas (isso ocorre naturalmente). Mas eu pergunto: isso pode ser encarado como networking? Pois bem, afirmo que SIM!

Vou explicar melhor utilizando um conceito que gosto muito, este é um conceito do José Augusto Minarelli, autor do livro “Superdicas de networking para sua vida pessoal e profissional” (Ed. Saraiva). Minarelli diz que “networking é algo de extremo valor para a vida e para a carreira; é um pouco diferente da visão norte-americana, que é focada apenas em negócio; para nós, é mais humanista, uma vez que é uma atitude, uma forma de se relacionar com as pessoas que valoriza a convivência em benefícios de todos. O networking não é uma via de mão única, e não dever ser encarado como uma agenda de pessoas que podem oferecer algo”.

Diante do cenário que estamos vivendo em nosso país, fico triste como algumas pessoas têm distorcido esse conceito e falam que estão ampliando o networking, enquanto, na verdade, a aproximação acontece por interesse. Vejamos esta situação real adicionada à coleção que venho fazendo em minhas idas às palestras e outros eventos corporativos:

“Conheço” alguém em um evento; troco cartão e, no dia seguinte, começo a receber uma enxurrada de propostas e de “oportunidades” que não me interessam em nada ou, então, mensagens no Linkedin ou na minha caixa de e-mail com o seguinte teor: “Bom dia Ramon, tudo bem? Estou em busca da minha recolocação no mercado, você poderia me indicar para alguma vaga? ”. Se você é adepto desse hábito, digo-lhe: Pare agora – isso é ser aproveitador e interesseiro, não vai deixar você mais próximo do seu contato. Digo com toda certeza e com base nas experiências, atitudes como essas só afastam.

Então, como fazer networking sem parecer oportunista?

Dica #1: a faculdade é um campo muito rico para a construção da rede de relacionamentos; bem provável que, depois da faculdade, você ainda cruze no mercado de trabalho com pessoas com a qual passou um bom período durante a sua graduação, elas poderão ajudar com alguma indicação ou uma oportunidade de carreira. Segundo especialistas em recrutamento, como as empresas não estão contratando, mas apenas fazendo substituições nos times, 90% das oportunidades de trabalho no momento advêm de relacionamentos, portanto, a recomendação de um professor, por exemplo, faz muita diferença.

Dica #2: não procure as pessoas só quando precisa, a boa prática do networking é ajudar sem querer nada em troca. Existe uma coisa chamada de energia: se você emana o bem, só pessoas do bem chegarão até você;

Dica #3: o contato de forma digital deve ter o mesmo cuidado que a pessoal, nada de ficar disparando convite na rede do LinkedIn sem personalizar a mensagem, enchendo a caixa de e-mail de um possível recrutador, isso é perda de tempo. Ah! E as caixas de e-mails reconhecem mensagens repetidas de pessoas desconhecidas, isso se chama: SPAM! Não queime oportunidades.

Dica #4: construa relações sinceras, comece com coisas básicas e importantes; deseje parabéns aos seus contatos, afinal, quem não gosta de ser lembrado no dia do seu aniversário? Embora pense que não tenha nada a oferecer às pessoas, leia o artigo anterior a este – "Amostra grátis de carreiras" e saiba como poderá ajudar as pessoas com o seu talento.

Dica #5: a melhor ferramenta para o networking é a boca. Comece conversando com as pessoas, em qualquer lugar que você vá; chegue um pouquinho antes do horário da palestra; puxe um papo com as pessoas; saiba ouvir e, muito importante, saiba falar sobre você. Sabe o que isso significa? AUTOCONHECIMENTO.

Então, para finalizar, alerto que o networking não deve ser encarado com um ato interesseiro. Esteja preparado para “doar” e “receber”, pois, utilizado de forma certa, a prática será sua aliada na construção de uma carreira de sucesso. Habitue-se a conversar com as pessoas em todo lugar que for e, o mais importante, seja interessado nas pessoas – e não nas coisas.

Ramon Barbosa
Designer de Carreira (DeVry | Área 1 e Faculdade DeVry | Ruy Barbosa - campus Paralela)

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